Inovação, empreendedorismo e intraempreendedorismo

Conceitos e convergência das abordagens

Introdução

Tradicionalmente, inovação e empreendedorismo são tratados como temas separados mas integrados. 

O conceito tradicional é que inovadores criam produtos, serviços e processos (criar sempre está associado com algo novo) e os empreendedores transformam essas inovações em negócios. Frequentemente, a visão é que os inovadores não gostam de correr riscos, inerentes de uma inovação, e, por isso, procuram um parceiro de negócio (um empreendedor) para lançar suas ideias no mercado.

O empreendedor, por sua vez, corre riscos ao criar um negócio nascente de risco, uma startup.

No contexto corporativo, o intraempreendedorismo cria as condições para que uma empresa estabelecida possa inovar, ou seja, empreender.

Visão tradicional de inovação e do “inovador”

A inovação está envolvida com criatividade e procura por diferentes formas 

  • entender os clientes e resolver seus problemas ou 
  • aproveitar as oportunidades tecnológicas e de mercado para desenvolver novas ofertas (produtos e serviços).

A inovação também engloba alterar as ofertas atuais para adicionar valor tanto para o mercado atual como para um novo mercado. Inovação é lançar algo novo no mercado.

O inovador deve ter um conhecimento profundo do mercado, assim como do potencial das novas tecnologias. Se ele não estiver trabalhando em uma empresa estabelecida, o inovador terá dificuldades em levar suas ideias para o mercado, porque ele “não gosta” de assumir os riscos de abrir um novo negócio. A motivação do inovador está em solucionar desafios tecnológicos, assumindo riscos de propor soluções que não funcionam.

Nas empresas estabelecidas, a inovação é vista com um processo sistemático que pode ser planejado. Muitos ainda associam inovação com a antiga versão do processo stage-gate de desenvolvimento de produtos (que engloba o desenvolvimento de serviços).

Visão tradicional de empreendedorismo e do “empreendedor”

Empreendedorismo é um processo de desenvolver e operar novas empresas com base em ideias inovadoras. Ele identifica oportunidades de negócios para resolver problemas, dores e problemas.

O empreendedor é aquele que entende de negócios, aceita correr riscos, possui conhecimentos financeiros e sobre planejamento, liderança, gestão e se dedicam a tornar os conceitos inovadores em realidade tangível, de tal forma que todos os envolvidos vão capturar valor da inovação.

A motivação do empreendedor é montar um negócio lucrativo.

A próxima figura ilustra a visão tradicional da “integração” entre um inovador(a) e um empreendedor(a).

Figura 803: visão tradicional da integração entre  inovação e empreendedorismo

De um lado, temos o(a) inovador(a), responsável pela ação inovadora — ou seja, por transformar essas entradas em invenções ou soluções inéditas. Essa inovação, enquanto resultado, é então aproveitada pelo(a) empreendedor(a), que atua sobre ela por meio do empreendedorismo, transformando-a em um negócio.

Enquanto o inovador cria novas soluções, o empreendedor consegue viabilizar sua implementação no mercado, estruturando modelos de negócio que capturam o valor gerado pela inovação.

Visão atual: integração da inovação e empreendedorismo

A visão atual da relação entre inovação e empreendedorismo é ilustrada na próxima figura. 

Figura 804: visão atual da integração entre inovação e empreendedorismo

Essa figura ilustra que, de um lado, inovar está associado a empreender, pois as novas ofertas podem resultar em mudanças no negócio atual e, muitas vezes, até no desenvolvimento de um novo negócio. Por outro lado, empreender pressupõe inovar (não estamos falando aqui de empreendimentos tradicionais). Ou seja, ambos estão intrinsecamente ligados entre si.

É lógico que em uma inovação incremental muito simples não há mudanças significativas no negócio. Muitas vezes, como apresentamos no tópico “Um tipo de inovação sempre ocorre com outros tipos de inovação”, é comum que sejam realizadas mudanças no negócio para estarem alinhadas com as inovações (veja exemplos no tópico citado).

Observe que representamos na figura acima, uma invenção pode surgir do acaso (serendipity) ou de pesquisas básicas tecnológicas na abordagem de technology-push. A existência do potencial de uma nova tecnologia não deixa de ser uma oportunidade.

 

Conheça as duas seções integradas sobre:
– as Fontes para a inovação, que lista diversas fontes de inputs e inspirações para a inovação, que você pode usar como um checklist para avaliar se sua empresa deveria considerar algumas delas; e
–  Oportunidades, desafios e ideias como síntese das entradas para inovação

Tipos de empreendedorismo

A figura abaixo apresenta os dois tipos de empreendedorismo e os desdobramentos do empreendedorismo corporativo.

Figura 800: hierarquia da terminologia relacionada com empreendedorismo
Fonte: adaptado de Sharma & Chrisman (1999)

A seguir descrevemos de forma sucinta os elementos da figura acima:

A figura apresenta uma hierarquia adaptada dos tipos de empreendedorismo com base em Sharma & Chrisman (1999) e no conteúdo descritivo da flexM4i. O empreendedorismo desdobra-se em dois tipos principais:

O empreendedorismo corporativo, com uma abordagem top-down, divide-se em três vertentes:

  • Ofertas (“inovação”), isto é, novos produtos ou serviços;
  • Renovação estratégica, que trata da transformação das capacidades organizacionais;
  • Corporate venturing, voltado à criação de novos negócios de risco, subdividido em:
    • Corporate venturing interno, com novos negócios criados dentro da organização;
    • Corporate venturing externo, com investimentos em negócios externos (como startups).

No centro da figura, o intraempreendedorismo é destacado como movimento bottom-up, representando iniciativas proativas de indivíduos dentro da empresa. Ele está associado à geração de ofertas e à renovação estratégica, complementando o empreendedorismo corporativo e sendo considerado sua contraparte ascendente.

O intraempreendedorismo é, essencialmente, uma questão de gestão de pessoas, pois depende do engajamento, da autonomia e da iniciativa dos indivíduos, o que exige um ambiente organizacional propício e práticas de gestão que incentivem e sustentem esse comportamento.

A figura também sugere que o espírito empreendedor  — entendido como um conjunto de comportamentos e atitudes — deve ser promovido pelas organizações, sendo a base cultural para que essas diferentes formas de empreendedorismo ocorram.

Essa foi uma descrição sucinta. Para uma explicação mais completa, visite a seção específica sobre “Empreendedorismo”

Nos primórdios, as duas abordagens nasceram de forma integrada

Já em 1934, Schumpeter, considerado o principal teórico clássico do empreendedorismo (Leite & Melo, 2008), dizia que a definição de empreendedorismo incorpora a ideia de explorar oportunidades por meio da inovação com o propósito de criação de riqueza (Schumpeter, 1934). Schumpeter tratava o inovador e o empreendedor como uma só pessoa.

Mas com a especialização

Conforme o mundo foi adotando a especialização do trabalho, os teóricos trataram inovação e empreendedorismo de forma separada.

Além disso, essas duas abordagens foram desenvolvidas em comunidades diferentes. A inovação é uma evolução da comunidade que estudava desenvolvimento de produtos e gestão da tecnologia.

Uma outra comunidade considerava a inovação como uma função empresarial e focava na visão tradicional da gestão da inovação.

Enquanto isso, baseado em vários exemplos práticos, surgiram escolas e comunidades que estudavam e criavam teorias sobre empreendedorismo, que no início incluía somente o que hoje chamamos de empreendedorismo independente.

Essas diferentes comunidades refletiam o desenvolvimento separado da inovação corporativa do empreendedorismo corporativo.

Se você observar a linha de tempo da evolução das gerações de gestão da inovação, irá constatar que as grandes empresas, fomentadas por agências governamentais, criaram “silos” de inovação e a discussão era como integrar os modelos technology push e market pull ao longo dos tempos.

As abordagens estão convergindo

Empreendedorismo significa fazer algo novo, diferente, mudar a situação atual e buscar, de forma incessante, novas oportunidades de negócio, tendo como foco a inovação e a criação de valor” (Dornelas, 2020).

Veja que nessa definição atual, o empreendedorismo tem o foco na inovação e, portanto, não está limitado ao desenvolvimento de um novo negócio (que é um dos tipos de empreendedorismo). Como a inovação também busca novas oportunidades visando a criação de valor, podemos afirmar de uma forma reducionista que … 

“Empreendedorismo significa inovar” (e vice-versa).

No mundo corporativo utilizamos o termo “inovação corporativa”, que pode ser considerado sinônimo de “empreendedorismo corporativo”, como explicamos no nosso glossário.

Empreendedorismo no centro dos processos de mudança (inovação)

Este tópico é voltado para as pessoas interessadas no nível de detalhamento avançado.

Berkhout et al. (2010) estudaram vários modelos de inovação e criaram um modelo cíclico de inovação, que representa uma síntese deste estudo, Veja a figura abaixo.

Figura 316: Ilustração do modelo cíclico da inovação, que representa um sistema de processos dinâmicos inter-relacionados.
Fonte: adaptado de Berkhout et al. (2010)

Nessa figura:

  • os nós (em azul) representam os processos de mudanças, que influenciam as inovações (mudanças científicas, tecnológicas, de mercado e de proposição de valor); 
  • as ligações entre os nós representam os ciclos dinâmicos de influência mútua entre as mudanças;
  • o empreendedorismo está no centro para representar que ele aproveita as oportunidades das mudanças para enfrentar os desafios atuais.

Este modelo ilustra que a inovação agrega um conjunto de processos de mudança que interagem entre si.  A interação entre esses processos de mudança (representados pelos nós azuis da figura) resultam nos ciclos de

  • ciências naturais e da vida – dos quais resultam as capabilidades (veja a definição de capabilidade) técnicas e novas tecnologias, que trazem um grande potencial de inovação. Essas interações ocorrem principalmente nos centros de pesquisa & desenvolvimento (P&D), tanto das empresas como em institutos de pesquisa. É a dinâmica technology push de inovação.
  • ciências sociais e comportamentais –  a inovação surge de um processo criativo de síntese de informações resultantes de interações sociais. As ciências sociais desenvolvem ferramentas, que permitem a obtenção de insights, a partir da interação com as mudanças que ocorrem no mercado, que resultam em novas ideias para atender às necessidades dessa dinâmica do mercado. É a dinâmica market pull  de inovação.
  • engenharia integrada – a inovação resulta da combinação de elementos sistematizados pela pesquisa tecnológica para criar funções nos artefatos (produtos). De um lado (no nó da pesquisa tecnológica) é criado o know how, com base na interdisciplinaridade, a ser utilizado no desenvolvimento de produtos. São ferramentas, por exemplo, que permitem a simulação do comportamento dos produtos (veja o método de elementos finitos para analisar e predizer o comportamento de uma estrutura nas condições de uso).  Por outro lado, o desenvolvimento de produtos tornou-se um processo multidisciplinar, multifuncional, que integra várias tecnologias, depende de patentes (da dinâmica de pesquisa tecnológica) com o objetivo de criar artefatos, cujo valor seja percebido pelos usuários.
  • serviços diferenciados – hoje em dia, como resultado da evolução do mercado, só o produto não é suficiente para criar valor para os stakeholders, com foco nos clientes.  A evolução do mercado reflete a mudança de comportamento dos consumidores e também de stakeholders (como a sociedade que exige um comportamento ético sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental). Por isso, o nó de mudanças do mercado está localizado entre o ciclo de ciências sociais e comportamentais e o ciclo de serviços diferenciados, que proporcionam novas propostas de valor. Essa é a razão da evolução dos sistemas produto-serviço (PSS) e da servitização.

Os ciclos apresentados integram as dinâmicas de inovação de technology push e market pull (*).

Nota (*): recomendamos para as pessoas interessadas no nível de detalhamento avançado que conheçam as gerações da gestão da inovação, que mostra a evolução e integração dos modelos technology push e market pull, até as práticas mais recentes. Os leitores da trilha básica podem ler no glossário a diferença entre esses dois modelos, clicando nos links acima.

O empreendedorismo tem um papel central nesses ciclos para aproveitar as oportunidades que surgem dessas mudanças.

Os ciclos da figura 316 representam que algumas inovações são construídas em cima de outras inovações já existentes.

Um exemplo clássico que ilustra a frase anterior é o iPhone, lançado pela Apple em 2007.

O iPhone não foi criado a partir de uma única descoberta ou invenção isolada, mas sim da integração e recombinação de inovações pré-existentes, que se articulam com os ciclos representados na figura:

  • Pesquisa tecnológica: a Apple utilizou tecnologias já desenvolvidas como a tela sensível ao toque capacitiva, o processador ARM e a conectividade Wi-Fi, integrando-as de forma inédita.
  • Exploração científica: a base do funcionamento da tela, sensores e interface multitouch envolveu descobertas anteriores nas ciências naturais e comportamentais — como percepção tátil e usabilidade.
  • Proposição de valor: ao unir música (iPod), telefone e internet num só aparelho, o iPhone ofereceu uma nova proposta de valor, mais centrada na experiência do usuário do que nas especificações técnicas.
  • Evolução do mercado: o lançamento do iPhone transformou completamente o comportamento do consumidor e reconfigurou o mercado de telefonia móvel, criando um novo ciclo de serviços digitais e aplicativos móveis.

Esse exemplo mostra como o empreendedorismo, ao integrar diferentes ciclos (científico, tecnológico, de engenharia e de mercado), consegue criar inovações sistêmicas, baseadas em camadas de conhecimento e soluções já existentes — exatamente como a figura 316 sugere.

Ideias que podem surgir em qualquer um dos nós (que representam mudanças e até rupturas) podem se propagar em qualquer direção criando novos conceitos, que se bem sucedidos resultam em novos desafios. Falhas resultam em novos insights (Berkhout et al., 2010).

Atualmente, o tempo (time to market) é crucial para inovações. Tradicionalmente,  o centro deste modelo é ocupado por um gestor que adota  práticas tradicionais de gestão de projetos que tendem a ser lentas baseadas na cultura de stage-gate. Substituir esse gestor por um empreendedor melhora o processo de inovação

Para conhecer uma descrição mais detalhada dessa figura, consulte a fonte citada, Berkhout et al. (2010).

O destaque no centro deste modelo é o empreendedorismo para enfatizar que …

…  sem empreendedores não há inovação e, portanto, o negócio não irá sobreviver por muito tempo.

Conclusão

Não se pode falar de inovação sem se considerar o empreendedorismo.

Em outras palavras …

Sem o estímulo e impulso (drive) dos empreendedores não há inovação, e sem inovação não há novos negócios

Isso corrobora novamente a importância do “espírito empreendedor” na inovação (leia mais sobre isso mais adiante).

E o intraempreendedorismo?

Algumas pessoas associam o intraempreendedorismo com um processo de gestão de ideias, no qual uma solução central é um sistema de registro e avaliação de ideias (uma “caixa de ideias digitalizada”). Em empresas estabelecidas, muitos consideram o intraempreendedorismo como sinônimos de empreendedorismo corporativo.

O escopo do intraempreendedorismo não é tão limitado como somente a gestão de ideias. A diferença entre empreendedorismo corporativo e intraempreendedorismo é sutil e eles se complementam. São os dois lados de uma mesma moeda.

Origem do intraempreendedorismo

O termo intraempreendedorismo foi criado por Gifford Pinchot III e sua esposa Elizabeth Pinchot em um artigo de 1978: Pinchot, G., & Pinchot, E. (1978). Intra-Corporate Entrepreneurship, Tarrytown School for Entrepreneurs.

Em 1985, Gifford Pinchot III publicou o livro “Por que você não tem que deixar a corporação para se tornar um(a) empreendedor(a)?, no qual ele apresenta argumentos relacionados com a pergunta do título do livro (Pinchot III, G., 1985). A edição brasileira desse livro foi publicada em 1989. Posteriormente, ele publicou um manual sobre intraempreendedorismo (Pinchot III & Pellman, 1999). 

Essas publicações mostram como conseguir (intra)empreender dentro de empresas estabelecidas, dentro de certas condições. 

O intraempreendedorismo foca no(a) intraempreendedor(a)

Como podemos ler na página da empresa “intrapreneur.com”, fundada pelo casal Pinchot, que criaram este termo.

“ Assim como startups não ocorrem sem empreendedores, inovação nas grandes empresas não ocorrem sem intraempreendedores. O que impede a inovação não é a falta de ideias; é a falta de intraempreendedores capacitados para transformar ideias em realidades lucrativas.”

(“Just as startups don’t happen without entrepreneurs, innovation in larger organizations doesn’t happen without intrapreneurs. What holds innovation back is not the lack of ideas; it’s the lack of empowered intrapreneurs to turn ideas into profitable realities.”)

Na flexM4i, inovação nas grandes empresas é o que chamamos de inovação / empreendedorismo corporativo.

Empreendedorismo corporativo versus intraempreendedorismo

Como mostramos na figura 800 sobre os tipos de empreendedorismo:

  • o empreendedorismo corporativo é uma abordagem top-down
  • o intraempreendedorismo é um movimento bottom-up de gestão de pessoas, permitindo que todos(as) possam ser inovadores(as) / empreendedores(as)

Segundo Åmo (2010):

  • O empreendedorismo corporativo é geralmente definido no nível das organizações e refere-se a um processo de cima para baixo, ou seja, uma estratégia que a empresa pode utilizar para promover mais iniciativas inovadoras e/ou esforços de melhoria de sua força de trabalho e da organização.
  • O intraempreendedorismo é de baixo para cima, relacionado a iniciativas proativas de indivíduos da empresa para melhorar os procedimentos de trabalho ou produtos e/ou para explorar novas oportunidades de negócios. 

Na tabela abaixo procuramos comparar essas abordagens.

Tabela 808: exemplos das diferenças entre empreendedorismo corporativo e intraempreendedorismo.

“Espírito empreendedor”

O espírito empreendedor tem sido descrito como um dos mecanismos de empreendedorismo corporativo e é comumente conceitualizado como exibição simultânea de comportamentos e de atividades que refletem (Covin & Slevin, 2002, apud Corbett et al., 2013):

  • a tomada de risco,
  • inovação
  • proatividade
  • autonomia e
  • agressividade competitiva.

Uma cultura de inovação / empreendedora apropriada dá origem ao espírito empreendedor em toda organização que se reflete no comportamento empreendedor das pessoas (próxima figura).

Figura 802: relação entre cultura de inovação / empreendedora, espírito empreendedor e comportamento empreendedor

Fomentar o espírito empreendedor é fundamental para viabilizar o intraempreendedorismo

Foco no indivíduo

A maioria dos autores que pesquisam esses temas foca no indivíduo, ou seja, no empreendedor e no intraempreendedor. Ambos têm um perfil muito semelhante.

Na seção “Empreendedorismo independente “ você pode acessar as características de um(a) empreendedor(a)

Na seção “Inovação corporativa / empreendedorismo corporativo & intraempreendedorismo” você pode acessar as características adicionais de um(a) intraempreendedor(a)

O empreendedor individual transforma suas ideias em um novo negócio.

O intraempreendedor desenvolve suas ideias (ou de outros) dentro de uma empresa existente, que pode resultar em um novo negócio dentro ou fora da empresa atual.

As empresas serão mais inovadoras se identificarem essas pessoas ou se deixar que elas surjam e ajam dentro da organização. Mas para isso, as empresas precisam aplicar práticas que fomentem a inovação e evitar que os “anticorpos matem” essas iniciativas. A cultura organizacional voltada para inovação é crucial para deixar que esses empreendedores ou intraempreendedores consigam alavancar novas ideias.

Lógico que se o foco da sua empresa for somente criar inovações incrementais, você não precisará deste profissional. Porém, esse foco pode comprometer o futuro da sua empresa.

Empreendedorismo e intraempreendedorismo na flexM4i

Os conceitos e práticas apresentadas na flexM4I podem ser usadas no contexto de  empreendedorismo independente, inovação corporativa, empreendedorismo corporativo e intraempreendedorismo. Tudo vai depender das suas condições e objetivos com a inovação, pois com a flexM4I você pode configurar um conjunto de práticas de inovação customizado às suas necessidades de inovação e empreendedorismo.
Consulte a seção “Articulação entre abordagens de inovação corporativa e empreendedorismo”, onde apresentamos uma visão integrada dessas abordagens.

Referências

Åmo, B. W. (2010). Corporate entrepreneurship and intrapreneurship related to innovation behaviour among employees. Int. J. Entrepreneurial Venturing, 2(2), 144–158.

Berkhout, G., Hartmann, D., & Trott, P. (2010). Connecting technological capabilities with market needs using a cyclic innovation model. R&d Management, 40(5), 474-490.

Corbett, A., Covin, J. G., O’Connor, G. C., & Tucci, C. L. (2013). Corporate entrepreneurship: State-of-the-Art research and a future research agenda. Journal of Product Innovation Management, 30(5), 812–820. https://doi.org/10.1111/jpim.12031

Dornelas, J. (2020). Empreendedorismo corporativo: como ser um empreendedor, inovar e se diferenciar na sua empresa – 4a. edição. Empreende Editora.

Leite, E. da S., & Melo, N. M. e. (2008). Uma nova noção de empresário: a naturalização do “empreendedor.” Revista de Sociologia e Política, 16(31), 35–47. https://doi.org/10.1590/S0104-44782008000200005

Pinchot, G., & Pinchot, E. (1978). Intra-Corporate Entrepreneurship, Tarrytown School for Entrepreneurs.

Pinchot III, G. (1985). Intrapreneuring: Why you don’t have to leave the corporation to become an entrepreneur. University of Illinois at Urbana-Champaign’s Academy for Entrepreneurial Leadership Historical Research Reference in Entrepreneurship.

Pinchot III, Gifford (1989). Intrapreneuring: por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor. Harbra.

Pinchot III, G., & Pellman, R. (1999). Intrapreneuring in action: A handbook for business innovation. Berrett-Koehler Publishers.

Sharma, P., & Chrisman, S. J. J. (2007). Toward a Reconciliation of the Definitional Issues in the Field of Corporate Entrepreneurship. In: Cuervo, A.; Ribeiro, D.; Roig, S. Entrepreneurship (pp. 83–103). Springer Berlin Heidelberg. https://doi.org/10.1007/978-3-540-48543-8_4 

Schumpeter, J.A. (1934). The theory of economic development. Cambridge, Mass.: Harvard University.

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