Brainstorming
flexM4I > abordagens e práticas > brainstorming (versão 2.0)
Autoria: Giovana Leme ([email protected]) e revisão de Henrique Rozenfeld ([email protected])
Descrição resumida
O brainstorming é um método de ideação em equipe, no qual todas as ideias são admitidas sem julgamento. Este método traz perguntas para estimular a ideação, visando, em um primeiro momento, a quantidade ao invés da qualidade.
Apesar de a ênfase desta seção ser na geração de ideias, de uma forma ampla, podemos dizer que o brainstorming pode gerar itens, tais como, ideias, dores, soluções, conceitos, problemas, causas, oportunidades, features ou requisitos. Ou seja, tudo que puder ser gerado por um grupo de pessoas.
| Existem outros métodos de geração de dores, problemas, causas, features e requisitos. Entre na busca de “Abordagens e práticas” e procure por esses tags. |
A intenção do brainstorming é alavancar o pensamento coletivo do grupo, de maneira que ocorra um envolvimento de uns com os outros por meio da escuta e construção sobre variadas ideias.

Quando você deveria utilizar este método?
- O método pode ser utilizado durante todo um processo de design; claro que para encontrar soluções de design, mas também a qualquer momento em que ideias estão sendo procuradas, assim como para planejar onde fazer um trabalho de empatia, ou pensar em produtos e serviços relacionados ao seu projeto – como dois exemplos.
- Na resolução de problemas depois de analisar as suas causas raízes
Por que você deveria utilizar este método?
- Para gerar itens (ideias, conceitos etc.) com um grupo em pouco tempo, quando o valor da reunião também está no encontro entre as pessoas.
- Cria um segmento de tempo distinto em que o julgamento fica suspenso, o que é raro na rotina de uma equipe.
- Alavanca o pensamento coletivo: as pessoas escutam e constroem sobre as ideias umas das outras. Isso dispara associações que dificilmente ocorreriam a alguém trabalhando sozinho (Henningsen et al., 2026);
- Reúne perspectivas de áreas diferentes sobre o mesmo problema e faz circular conhecimento entre elas.
- Integra o grupo: as pessoas saem com assunto comum, e boa parte das melhores ideias aparece nas conversas que vêm depois (Berkun, 2007).
| Mas veja o tópico “O brainstorming funciona?”. |
Atividades de uma sessão de brainstorming
A sequência de atividades apresentadas a seguir, é uma referência. Porém, você deve adaptá-la de acordo com os fatores contextuais da sua organização. Pode acrescentar ou eliminar atividades e também modificar como realiza as atividades. Isso pode ocorrer principalmente na execução da atividade 6 de coleta de ideias.
- Preparação: providenciar um quadro branco ou mesa que receberá os resultados do brainstorming e um ambiente com as condições de realização (veja “premissas, dicas e cuidados)..
- Tempo: estabeleça um período de tempo com o único objetivo de apresentar o maior número possível de ideias, quando o julgamento dessas ideias não entrará em discussão (15 ou 30 minutos de alto engajamento).
- Equipe: coloque sua equipe em uma postura ativa de pé ou sentado. Aproximem-se uns dos outros.
- Objeto da análise: escreva com clareza o que você está propondo no brainstorming. Usar uma pergunta “Como poderíamos …?” É uma ótima maneira de caracterizar um brainstorming.
| Essa frase vem da técnica How Might We (HMW), formulado na Procter & Gamble nos anos 1970 e difundido pela IDEO e pela d.school de Stanford. |
Exemplos dessa pergunta:
- Como poderíamos reduzir o tempo de espera do paciente na recepção?
- Como poderíamos fazer com que o novo funcionário se sinta produtivo já na primeira semana?
- Como poderíamos aproveitar as sobras de matéria-prima da linha de corte?
- Como poderíamos fazer com que o cliente entenda a fatura sem precisar ligar para o call center?
- Como poderíamos registrar os aprendizados de um projeto antes de partir para o próximo?
| Evite embutir a resposta na pergunta. A pergunta “Como poderíamos criar um aplicativo para agendar consultas?” já decidiu que a solução é um aplicativo. “Como poderíamos fazer com que o paciente marque a consulta sem enfrentar fila?” mantém o espaço aberto. |
- Perguntas norteadoras: permita que sua equipe inicie um brainstorming baseado na pergunta “Como poderíamos …?” selecionada. Sempre que a equipe deixar de ter ideias, passe para a próxima pergunta.
- Coleta das ideias: capture todas as ideias em post-its e coloque-as no quadro. Você pode captar ideias por meio de:
- Um escrivão coleta, de forma legível e visual, as ideias que são faladas pelos membros da equipe. É muito importante coletar todas as ideias, independentemente de seus próprios sentimentos sobre cada ideia;
- Outra possibilidade é a de que cada pessoa escreve cada uma de suas ideias à medida que elas surgirem, e as compartilhará verbalmente com o grupo.
| Essa segunda forma reduz parte do problema: quem escreve no momento em que a ideia ocorre não a perde enquanto espera a vez de falar. Mas o compartilhamento continua sendo um de cada vez. O brainwriting leva a mesma lógica até o fim: todos escrevem e todos leem, sem fila. A técnica de grupo nominal (TGN) acrescenta a votação que fecha em uma lista priorizada.Leia mais sobre isso nos tópicos desta seção: – O brainstorming funciona? e – comparação entre os três métodos. |
7. Defina o destino da lista. Diga ao grupo, antes de começar, o que acontecerá com o resultado: quem vai tratar a lista, com que critério, até quando, e como as pessoas serão informadas. Encerre a geração de ideias com o diagrama de afinidades. Isso pode ocorrer na mesma sessão, se houver tempo, ou logo em seguida, para transformar os itens soltos em grupos que possam ser avaliados. Se possível, saia da reunião com uma tarefa atribuída a cada participante, a ser apresentada no próximo encontro. Sem isso, a sessão seguinte rende menos: as pessoas não se empenham quando a anterior terminou em nada (Berkun, 2007).
Premissas, dicas e cuidados
As premissas são condições para você aplicar o método. As dicas e cuidados são práticas que você deve considerar para que a aplicação seja bem sucedida.
Premissas
- Uma pergunta de partida formulada. Sem ela a sessão vira conversa. Veja a atividade 4.
- Um facilitador, e não necessariamente o chefe. A função exige escuta, percepção do grupo e disposição para contribuir pouco em favor de fazer os outros contribuírem. Se ninguém na equipe tem esse perfil, é melhor escolher outro método (Berkun, 2007).
- Um grupo pequeno. De quatro a seis pessoas. A perda de produtividade do brainstorming cresce com o tamanho do grupo (Mullen et al., 1991), ou seja, quanto mais pessoas, mais longa a fila para falar.
- Ambiente em que as pessoas se sintam à vontade para falhar. Ideias boas costumam parecer estranhas no começo, e a maioria das pessoas teme parecer boba diante de colegas e superiores. Se o grupo não tem essa confiança, reduza-o a duas ou três pessoas ou use um método escrito (Berkun, 2007), como o brainwriting.
Antes da sessão
- Distribua o material de contexto com antecedência. Se o objetivo é aumentar as vendas em 10% e a equipe não conhece o funcionamento da área comercial, você vai gastar a reunião dando aula em vez de gerando ideias (Berkun, 2007).
- Decida o que fará com a lista, e diga ao grupo antes de começar. Quem vai tratar os itens, com que critério, até quando, e como as pessoas serão informadas. Nada desmotiva mais do que sentir o trabalho criativo cair num buraco. Se isso ocorre, a sessão seguinte rende menos.
- Escolha uma sala diferente da usada para reuniões de status, com superfície ampla para escrever e tempo suficiente. Café e comida ajudam.
- Combine as regras explicitamente. Quem registra, se é permitido interromper, se as pessoas devem desenvolver a ideia do outro antes de propor a sua. Regras combinadas geram mais conforto do que regras subentendidas.
Durante a sessão
- Foque em quantidade. A avaliação vem depois. Se o grupo começar a discutir viabilidade ou desenhar soluções, passe para o próximo item.
- Adie o julgamento, mas não o elimine. A intenção de Osborn (criador do método) nunca foi proibir a crítica, e sim reservar um intervalo em que ela fica suspensa (Berkun, 2012).
- Registre em frases curtas ou desenhos, de forma visível para todos. O quadro é o centro da reunião.
- Construa sobre a ideia dos outros e encoraje as pessoas ousadas. É o que a sessão falada faz melhor que os métodos escritos (Henningsen et al., 2026).
- Dê a palavra a quem não a toma sozinho. É a principal tarefa do facilitador, e a que mais determina o resultado.
- Peça que cada um escreva suas ideias enquanto elas surgem, em vez de segurá-las até a vez de falar. Reduz parte da perda causada pela espera (Diehl & Stroebe, 1987).
- Use restrições temporárias. É contraintuitivo, mas limitar o espaço de solução (“e se o orçamento fosse zero?”, “e se tivéssemos dois dias?”) costuma destravar o grupo. O mesmo vale para prazos fictícios.
- Pare quando o ritmo cair. Uma sessão que morre, morreu. Vale mais encerrar e retomar depois do que insistir.
Depois da sessão
- Encerre com o diagrama de afinidades, na mesma sessão ou logo em seguida. Listas cruas de itens soltos são difíceis de aproveitar.
- Atribua uma tarefa a cada participante, a ser apresentada no próximo encontro. É o que transforma a sessão em projeto (Berkun, 2007).
- Uma pessoa deve conduzir o tratamento da lista. Sem responsável definido, o material não é retomado.
Cuidados
- Não confunda energia com resultado. Uma sessão animada, com participação visível, produz a sensação de que rendeu muito. Essa percepção costuma estar em desacordo com o que foi de fato gerado. É a ilusão da produtividade (Pinsonneault et al., 1999).
- Não use o brainstorming como substituto de decisão. Ele diverge; a convergência é outra atividade, com outros métodos.
- Uma sessão sem desdobramento é pior que nenhuma sessão, porque ensina a equipe que participar não muda nada.
| Se houver pessoas na equipe que possam constranger outras (nível hierárquico superior), pessoas mais extrovertidas junto com pessoas muito tímidas, considere utilizar outros métodos com mostra o tópico “Comparação entre brainstorming, brainwriting e técnica de grupo nominal (TGN)”. |
O brainstorming funciona?
O brainstorming é o método de geração de ideias mais usado nas empresas e o que tem mais evidência contrária sobre sua eficácia. Desde 1958, são realizados experimentos que mostram o mesmo: um grupo gera menos ideias falando, e de qualidade inferior, do que as mesmas pessoas gerando separadamente.
Veja uma síntese das limitações na figura abaixo.

Figura 1491: limitações do brainstorming
Diehl & Stroebe (1987) reuniram 22 estudos:
- 18 estudos encontraram vantagem para as pessoas trabalhando em paralelo e
- nenhum encontrou vantagem para o grupo falando.
A meta-análise de Mullen, Johnson & Salas (1991) mediu o tamanho do efeito: a perda é forte e cresce com o tamanho do grupo, e não há compensação em qualidade. A conclusão deles é que é difícil justificar o brainstorming por qualquer medida de desempenho.
É difícil justificar o brainstorming por qualquer medida de desempenho.
Por que isso acontece ainda é discutido. Três explicações concorrem:
- a espera para falar (bloqueio de produção),
- o receio de ser avaliado e
- a acomodação em tarefa coletiva.
Diehl & Stroebe (1987) testaram as três em quatro experimentos e concluíram que a espera é a causa dominante. Quando puderam falar no momento em que a ideia ocorria, os participantes produziram cerca do dobro.
Mullen et al. (1991) chegam a uma leitura diferente, atribuindo mais peso aos fatores sociais do que aos procedimentais. Para quem facilita uma reunião, a divergência importa pouco: as três causas são atenuadas pelo registro escrito e simultâneo.
Na conclusão do próprio artigo, Diehl & Stroebe (1987) sugerem exatamente isso. Deixar cada participante escrever as próprias ideias. É a lógica do brainwriting.
Por que quase ninguém percebe?
A sessão falada gera energia e participação visível, e isso é confundido com resultado. Pinsonneault et al. (1999) chamam o fenômeno de ilusão de produtividade: o método é popular pela produtividade percebida, que está em desacordo com a realidade.
O brainstorming é popular pela produtividade percebida (ilusão de produtividade), que está em desacordo com a realidade
| Os limites dessas evidências. Os experimentos das publicações anteriores usaram estudantes reunidos ao acaso, sem facilitador treinado, sobre problemas artificiais. Berkun (2012) argumenta que isso não testa o método como ele é conduzido por um facilitador competente numa equipe que já se conhece. A objeção procede quanto à facilitação. Quanto ao resto, Pinsonneault et al. (1999) compararam grupos formados na hora e grupos já estabelecidos, e os grupos nominais continuaram à frente nos dois casos. |
O que continua valendo.
As regras propostas por Osborn (1957), criador do método, continuam válidas: adiar o julgamento, buscar quantidade, acolher ideias improváveis e construir sobre as ideias dos outros. O que falha é o formato oral, em que uma pessoa fala por vez. O brainwriting preserva as regras e elimina a fila.
Onde o brainstorming ganha.
Veja síntese de situações onde podemos utilizar o brainstorming na próxima figura.

Figura 1492: em quais condições o brainstorming pode trazer vantagens
Ele produz mais coesão entre os participantes e mais construção sobre a ideia do outro do que o brainwriting (Henningsen et al., 2026).
Também cumpre funções que a contagem de ideias não mede. Em um estudo de uma empresa de design de produto, as sessões faziam circular soluções de projetos anteriores, expunham os projetistas a áreas fora da sua especialidade e serviam de vitrine para clientes presentes. Julgar o método só pela produção de ideias é escolher um critério entre vários (Sutton & Hargadon, 1996).
Na prática: use brainwriting ou técnica de grupo nominal (TGN) quando a reunião precisa produzir uma lista de itens (veja a comparação dos três métodos).
Mantenha o brainstorming quando o valor está no encontro, como nos casos de grupo novo, problema ainda mal compreendido, ou duas a três pessoas, caso em que a fila, e portanto a espera, é curta. Ou combine: brainwriting para gerar, conversa oral (do brainstorming) para agrupar e convergir.
Comparação entre brainstorming, brainwriting e técnica de grupo nominal (TGN)
Segue uma comparação entre três métodos semelhantes para gerar (criar) itens (ideias, dores, soluções, conceitos, problemas, causas, oportunidades, features ou requisitos) em grupo. A comparação abaixo ajuda a escolher entre eles.
Quadro 1488: comparação entre brainstorming, brainwriting e técnica de grupo nominal (TGN)

Alguns autores, sobretudo em blogs e materiais de divulgação, tratam brainwriting como um tipo de brainstorming. Consideram que ele é uma variante silenciosa do brainstorming, não um método à parte. Aqui na flexM4i, os três métodos são posicionados lado a lado, como alternativas para a mesma etapa de geração de itens em grupo, não como hierarquia.
Não há uma resposta "certa" entre os dois enquadramentos. O que apresentamos acima é o que mais ajuda na decisão prática: qual dos três usar em cada situação.
Porém, a aplicação híbrida proposta nesta seção recomenda aproveitar as vantagens do brainwriting com a possibilidade de promover a coesão do time, ao aplicar o brainstorming após a fase silenciosa e paralela de geração dos itens (ideias, conceitos etc.).
Métodos semelhantes
Os dois métodos mais semelhantes, Brainwriting e Técnica de grupo nominal (TGN), são comparados com o Brainstorming no tópico anterior.
Bodystorming (também conhecido como brainstorming for the body): “Bodystorming é um método de exploração e descoberta física que irá gerar ideias e compreensão, bem como revelar rapidamente suposições e problemas. É muito útil quando o desafio de ideação tem aspectos físicos ou interpessoais; quando o grupo está cansado de falar; ou quando uma sessão precisa de empatia, energia ou um destaque memorável (Stickdorn et al., 2018).
Os demais métodos semelhantes serão nomeados em inglês, de acordo com a fonte original, que traz um resumo desses métodos e fontes para consultas adicionais (os métodos citados acima serão omitidos):
- Group passing technique
- Team idea mapping method
- Directed brainstorming
- Guided brainstorming
- Individual brainstorming
- Question brainstorming
Não listamos aqui outros métodos de ideação, mas somente aqueles semelhantes com o brainstorming.
Informações adicionais
Este post do Neilpatel sobre brainstorming é bem estruturado e recomendamos como uma leitura complementar. Seguem os tópicos tratados no post.
- O Que é Brainstorming? Conceito
- Importância e Benefícios de Um Brainstorming.
- Onde o Brainstorming Pode Ser Utilizado?
- Etapas do Brainstorming.
- Afinal, Como Fazer Um Brainstorming?
- Composição do Grupo.
- Princípios e Regras.
- Principais Técnicas de Brainstorming.
- Exemplos Práticos de Brainstorming.
- Dicas Para o Brainstorming Fluir Bem.
- O Que Fazer Depois da Reunião – Hora de Agir!
A Wikipédia em português não acrescenta muito e a descrição é bem superficial.
Já a wikipedia em inglês traz um conteúdo bem completo e indica variações deste método, que indicamos no tópico “métodos semelhantes”.
O Cayo Woebcken publicou um post no blog do rockcontent, que recomendamos como conteúdo complementar. Seguem os tópicos tratados no post.
- O que é brainstorming?
- Qual é a história do brainstorming?
- Para que serve o brainstorming?
- Quais são as vantagens de aplicar essa técnica?
- Quais são as possíveis aplicações do brainstorming?
- Quais são os tipos de brainstorming?
- Quais são os princípios e regras do brainstorming?
- O que não fazer no brainstorming?
- Como fazer um brainstorming?
- Quais são as 9 principais técnicas para utilizar na hora do brainstorming?
- Melhores práticas para um brainstorming à distância
Referências
Berkun, S. (2007). How to run a brainstorming meeting. Disponível em: https://scottberkun.com/essays/34-how-to-run-a-brainstorming-meeting/ Recuperado em: 4/9/2026
Berkun, S. (2012, 13 de fevereiro). In defense of brainstorming. Disponível em: https://scottberkun.com/2012/in-defense-of-brainstorming-2/ Recuperado em: 4/9/2026
Diehl, M., & Stroebe, W. (1987). Productivity loss in brainstorming groups: Toward the solution of a riddle. Journal of Personality and Social Psychology, 53(3), 497–509.
Henningsen, D. D., Miller Henningsen, M. L., Bozeman, J., DeBeck, D., & Chiasson, R. (2026). Exploring the cohesiveness bonus in brainstorming, brainwriting, and nominal groups. Southern Communication Journal, 91(4), 338–352. https://doi.org/10.1080/1041794X.2026.2638815
Mullen, B., Johnson, C., & Salas, E. (1991). Productivity loss in brainstorming groups: A meta-analytic integration. Basic and Applied Social Psychology, 12(1), 3–23. https://doi.org/10.1207/s15324834basp1201_1
Osborn, A. F. (1957). Applied imagination: Principles and procedures of creative thinking. Scribner.
Pinsonneault, A., Barki, H., Gallupe, R. B., & Hoppen, N. (1999). Electronic brainstorming: The illusion of productivity. Information Systems Research, 10(2), 110–133. https://doi.org/10.1287/isre.10.2.110
Sutton, R. I., & Hargadon, A. (1996). Brainstorming groups in context: Effectiveness in a product design firm. Administrative Science Quarterly, 41(4), 685–718. https://doi.org/10.2307/2393872
Taylor, D. W., Berry, P. C., & Block, C. H. (1958). Does group participation when using brainstorming facilitate or inhibit creative thinking? Administrative Science Quarterly, 3(1), 23–47.
