Glossário: Espaço da solução

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“O espaço da solução é onde os clientes geralmente são bons em fornecer feedback. Ao mostrar um protótipo ou testar determinadas características, os usuários podem expressar de forma mais concreta se gostam ou não de um produto ou serviço específico. A avaliação do usuário final no espaço da solução pode ser mais tangível e geralmente leva a discussões mais frutíferas. A discussão do espaço da solução com os usuários finais apoia possíveis melhorias no espaço do problema” (Abreu-Romu, 2023).

“O espaço da solução inclui qualquer produto ou representação de um produto que é usado ou destinado a ser usado por um cliente. É o oposto de uma tela em branco. Quando você constrói um produto, você escolhe uma implementação específica. Seja de forma explícita ou não, você determinou como o produto se parece, o que ele faz e como funciona” (Olsen, 2015).

Espaço do problema versus espaço da solução

No design thinking

Na abordagem de design thinking denominamos de espaço do problema as atividades de divergência e convergência até atingirmos o ponto de vista;  e o espaço da solução é onde ocorre a divergência da ideação e a convergência dos teste de validação até obtermos a proposição de valor. Esses espacos são representados pelo diamante duplo, descrito pelo British Design Council (Stickdorn & Schneider, 2011). O diamante duplo é ilustrado na figura abaixo.

Figura 282: O processo de “diamante duplo” do design thinking
Fonte: adaptado de Stickdorn and Schneider (2011) e https://www.designcouncil.org.uk/news-opinion/what-framework-innovation-design-councils-evolved-double-diamond 

Uma descrição mais detalhada deste duplo diamante está no tópico “O design thinking como um processo” da seção sobre design thinking.

No entanto, não podemos esquecer que as atividades de um processo de design thinking não são lineares e sequenciais, como ilustra a próxima figura. Após testar os protótipos e receber o feedback dos usuários, podemos melhorar o nosso entendimento do espaço do problema e melhorar o nosso ponto de vista.

Figura 64: Design thinking não é um processo linear e sim iterativo e fuzzy (difuso)
Fonte: adaptado de Meinel and Leifer (2011)

No processo de discovery

O espaço do problema e o espaço da solução são partes integrantes da Pirâmide do Product-market fit (próxima figura). A realidade é que os clientes são muito melhores em fornecer feedback no espaço da solução. Se você mostrar a eles um novo produto ou design, podem dizer o que gostam e o que não gostam. Eles podem compará-lo com outras soluções e identificar prós e contras. Ter discussões no espaço da solução com os clientes é muito mais proveitoso do que tentar discutir explicitamente o espaço do problema com eles. O feedback que você reúne no espaço da solução realmente ajuda a testar e melhorar suas hipóteses no espaço do problema. A melhor aprendizagem no espaço do problema muitas vezes vem do feedback que você recebe dos clientes sobre os artefatos do espaço da solução que você criou (Olsen, 2015).

A melhor aprendizagem no espaço do problema muitas vezes vem do feedback que você recebe dos clientes sobre os artefatos do espaço da solução que você criou (Olsen, 2015).

Olsen (2015) propõe uma figura que representa o product-market fit no contexto do espaço problema e do espaço solução.

Figura 1168: Pirâmide do Product-market fit – espaço problema versus espaço solução com a localização do product-market fit
Adaptado de Olsen (2015)

Na sua publicação original, Olsen (2015) atribui a proposição de valor unicamente para o espaço problema. Ele afirma que “Ao contrário dos clientes e suas necessidades, que você pode segmentar mas não pode alterar, a proposta de valor é uma camada do espaço de problema sobre a qual você tem mais controle”.

No entanto, consideramos que a proposição de valor também faz parte do espaço solução.

Co-evolução do espaço do problema e do espaço da solução

A evolução simultânea do espaço do problema e o do espaço da solução é a base para o processo de discovery, que deve ser contínuo. Conforme os designers exploram soluções potenciais, aprendem mais sobre o problema, e à medida que aprendem mais sobre o problema, novas soluções se tornam possíveis. Essas duas atividades estão intrinsecamente interligadas. A próxima figura ilustra este processo (Torres, 2021).

Figura 1169: interação entre o espaço do problema e o espaço da solução que evoluem simultaneamente durante o processo de discovery
Adaptado de Torres (2021) 


Abreu-Romu, T. (2023). Using service design methods to improve discovery process in an e-learning business: accelerating innovation in user-centric product development–a case study. Master’s Thesis. Turku University of Applied Sciences. Finlândia.

Meinel, C., & Leifer, L. (2011). Design Thinking Research. In Design Thinking: Understand, Improve, Apply (pp. xiii–xxi). Berlin: Springer-Verlag Berlin Heidelberg. https://doi.org/10.1016/B978-0-12-387667-6.00013-0

Olsen, D. (2015). The Lean Product Playbook: How to innovate with minimum viable products and rapid customer feedback. Hoboken, New Jersey, United States of America: John Wiley Sons Inc.

Stickdorn, M., & Schneider, J. (2011). This is Service Design Thinking. Amsterdam: BIS Publishers.

Torres, T. (2021). Continuous discovery habits: Discover products that create customer value and business value. Product Talk LLC.

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